Os meniscos são duas estruturas em forma de “meia-lua” localizadas dentro do joelho: o menisco medial (lado interno) e o menisco lateral (lado externo). Eles atuam como amortecedores naturais, distribuindo a carga entre o fêmur e a tíbia, absorvendo impacto e auxiliando na estabilidade da articulação.
Cada joelho possui dois meniscos, compostos por fibrocartilagem resistente, porém suscetíveis a lesões — especialmente em movimentos de rotação com o pé fixo ou durante atividades de impacto.
• Trauma agudo (mais comum em jovens e atletas)
• Degeneração progressiva (mais comum em adultos e idosos)
• Lesão longitudinal: paralela à borda do menisco (podendo evoluir para “alça de balde”)
• Lesão radial: inicia no centro e se estende em direção à borda
• Lesão horizontal: divide o menisco em duas camadas
• Lesão complexa: combinação de diferentes padrões
• Lesão em alça de balde: fragmento deslocado, podendo causar bloqueio do joelho
• Lesão degenerativa: comum em idosos, com o menisco mais frágil e fissurado
A localização também influencia o tratamento. As lesões na zona vermelha (região periférica, vascularizada) têm maior chance de cicatrização. Já a zona branca (central, sem irrigação) possui capacidade regenerativa limitada.
• Dor na linha articular (lado interno ou externo)
• Inchaço
• Estalos ou sensação de “algo preso” no joelho
• Dificuldade de dobrar ou esticar o joelho
• Episódios de bloqueio articular (em lesões grandes, como alça de balde)
• Fortalecimento muscular (especialmente quadríceps e isquiotibiais)
• Treinamento proprioceptivo (equilíbrio e coordenação)
• Aquecimento e alongamento antes da atividade física
• Evitar movimentos bruscos de torção, especialmente com o pé fixo
• Manter o peso ideal, reduzindo sobrecarga articular
1. Tratamento conservador (sem cirurgia):
Indicado para:
• Lesões pequenas
• Sem bloqueio ou instabilidade
• Em pacientes com pouca demanda funcional
Inclui:
• Repouso relativo
• Medicamentos anti-inflamatórios
• Fisioterapia para fortalecimento e reeducação funcional
2. Tratamento cirúrgico:
Indicado para:
• Lesões grandes, sintomáticas ou com bloqueio
• Falha do tratamento conservador
• Atletas e pacientes ativos
A cirurgia é feita por artroscopia e pode ser:
• Meniscectomia parcial: remoção apenas da parte lesada do menisco
• Sutura meniscal: preserva o menisco, com melhores resultados a longo prazo, indicada principalmente em pacientes jovens e lesões periféricas
Pós meniscectomia parcial
• Caminhada com apoio parcial ou total em poucos dias
• Retorno às atividades leves em 2–3 semanas
• Esporte de impacto após 4–6 semanas (caso não haja dor)
Pós sutura meniscal
• Restrição de carga e flexão inicialmente (uso de muletas por 4 a 6 semanas)
• Fisioterapia focada em ganho de ADM e força sem estresse rotacional
• Retorno ao esporte geralmente entre 4 e 6 meses
Importante: a preservação do menisco (por meio da sutura) é preferível sempre que possível, pois evita desgaste precoce da cartilagem e desenvolvimento de artrose.
Quando bem diagnosticadas e tratadas, as lesões de menisco apresentam ótimo prognóstico. A decisão entre remover ou preservar depende de fatores como tipo de lesão, idade do paciente, nível de atividade e vascularização do menisco.