O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma das principais estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho. Ele está localizado no centro da articulação e conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna), impedindo que a tíbia deslize para frente em relação ao fêmur.
Esse ligamento é essencial para atividades que envolvem mudanças rápidas de direção, saltos, giros e desacelerações — por isso, é frequentemente lesionado em esportes como futebol, basquete, vôlei e esqui.
• Entorse leve (grau I): estiramento das fibras, sem ruptura.
• Lesão parcial (grau II): ruptura de parte das fibras do ligamento.
• Ruptura total (grau III): rompimento completo do ligamento, geralmente associado a instabilidade articular.
É comum que a lesão do LCA ocorra junto a outras estruturas do joelho, como o menisco, o ligamento colateral medial (LCM) ou a cartilagem articular.
• Estalo audível no momento da lesão
• Dor imediata e inchaço no joelho
• Sensação de instabilidade ou falseio
• Dificuldade para caminhar ou apoiar o peso
• Redução da amplitude de movimento
1. História clínica e exame físico, com testes como o de Lachman, Pivot-Shift e gaveta anterior.
2. Ressonância magnética, que confirma a extensão da lesão e avalia estruturas associadas.
1. Tratamento conservador:
Indicado para:
• Pacientes com baixa demanda física
• Lesões parciais sem instabilidade
• Indivíduos mais idosos ou sedentários
Inclui:
• Fisioterapia para fortalecimento muscular
• Treinamento proprioceptivo (equilíbrio e coordenação)
• Modificações nas atividades físicas
2. Tratamento cirúrgico:
Indicado para:
• Atletas ou pessoas com alta demanda esportiva
• Instabilidade significativa do joelho
• Lesões associadas (ex: meniscal)
A cirurgia é feita por artroscopia, utilizando enxertos (do próprio corpo ou banco de tecidos) para reconstruir o LCA. Os enxertos mais utilizados são:
• Tendões do semitendíneo e grácil (flexores)
• Tendão patelar (BTB – bone-tendon-bone)
• Quadríceps
1. Fase inicial (0 a 4 semanas): controle da dor e do inchaço, ganho de movimento, ativação muscular.
2. Fase intermediária (1 a 3 meses): fortalecimento, treino de equilíbrio e marcha normal.
3. Fase avançada (3 a 6 meses): atividades funcionais e treinamento esportivo.
4. Retorno ao esporte: geralmente liberado entre 8-12 meses, dependendo da evolução individual e do esporte praticado.
Com diagnóstico adequado, tratamento individualizado e reabilitação bem conduzida, a maioria dos pacientes consegue retornar às suas atividades normais — inclusive esportivas — com segurança.